Exercício difícil não é sinônimo de exercício eficiente.

Quando se pensa em atividade física é muito comum associar a dificuldade do exercício com sua eficiência. Na musculação tradicional quanto maior o peso utilizado no exercício maior a dificuldade e por consequência
maior a eficiência. Na corrida quanto maior a velocidade a dificuldade aumenta juntamente com sua eficiência.  Essa idéia faz sentido, porém não é completamente correta. A efetividade de um exercício tem outras variáveis, não é só a dificuldade.  Podemos fazer um paralelo com a natação, por exemplo se comparamos o nado do estilo crawl e o estilo peito, o primeiro é mais fácil e o segundo mais difícil mas na eficiência o crawl é mais rápido do que o peito, se pegarmos um campeão do nado peito em 50m e colocarmos para nadar crawl ele fará um tempo menor.

No treinamento funcional é comum vermos exercícios que exigem força, coordenação motora, flexibilidade e equilíbrio ao mesmo tempo.  Mas será que isso é eficiente?  Já fiz um post sobre a comparação entre um exercício na instabilidade e na estabilidade, e vimos que se geram mais força com o exercício estável.  No treinamento funcional o exercício eficiente é aquele que atende as necessidades e objetivos que o aluno (ou cliente) necessita.

No vídeo abaixo tem um exercício que vejo muitas pessoas realizando com a justificativa de ser funcional:

Será que é um exercício eficiente? 

Nesse vídeo são realizadas menos de 4 repetições de agachamento que parece ser realizado com uma barra olímpica e duas anilhas de 20lbs (o que dá pouco menos de 40kg). Quanto a força não parece ser algo muito intenso, mas na capacidade de equilíbrio o estimulo foi bem eficiente.  Isso nos mostra que esse é muito mais um exercício de equilibro dinâmico do que de força.  Mas ai vem outra questão: Será que esse é o melhor exercício para equilíbrio?
Pensando em necessidade, será enfrentamos uma situação como esse no dia-a-dia? E no esporte, será que existe algum esporte que tenha o padrão de agachamento com uma sobrecarga corporal e com uma superfície com tamanha instabilidade? Particularmente não vejo o porquê se arriscar com um exercício deste tipo.

Abaixo deixo outros exemplos:



Nem vou comentar, e depois a tem gente acha que temos que ficar copiando os gringos...




Até a próxima
Treine FUNcionalmente!

1 comentários:

  1. Parabéns pelo ótimo blog; bem fundamentado e com uma visão crítica dos assuntos. É gratificante saber que, ainda que poucos, existem profissionais conscientes e construtores de uma prática mais racional. Fiquei ainda mais surpreso em encontrar mais alguém que pense em movimento humano pelo ótica da física!

    Continue o bom trabalho!

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