Treinamento funcional e emagrecimento


Quando um cliente tem o objetivo de emagrecer será que é adequado ficar aumentando a carga da mesma forma que um cliente que tem o objetivo de hipertrofia? E ai não falo só com treinamento funcional mas na musculação tradicional.

No treino para hipertrofia se está leve coloca mais carga. Mas para em treinos com objetivo de perda de peso isso pode não ser uma boa estratégia. Isso porque um treino para perder peso normalmente vem acompanhado de uma dieta e um balanço calórico negativo (ingere menos calorias do que o metabolismo gasta). Quando se está perdendo peso não temos controle sobre o que é perdido, se perde gordura, mas também é perdido massa magra (múculos).

Se a massa magra também diminui é lógico que a força diminui, e se aumentamos o número de “tijolinhos”  do exercício acabamos por fazer a as estruturas da articulação (ossos, cartilagens e ligamentos) terem que aumentar sua participação no auxilio da sustentação da carga do exercício.  Em um primeiro momento isso pode gerar apenas um desconforto, mas pode evoluir para uma lesão, o grande problema é que esse desconforto pode ser confundindo com a dor tardia e não é dada a devida atenção até que algo como uma tendinite ou outra lesão apareça.

A solução pode estar em utilizar o peso relativo ao invés de usar carga absoluta. Peso relativo é uma conceito muito utilizado em competições que envolve levantamento de peso e funciona da seguinte forma:  por exemplo em um competição de supino um atleta de 80 kg levanta 80kg, ele tem o peso relativo de 1 (divide o peso levantado pelo peso corporal) e outro atleta levanta 90kg mas pesa 100kg, seu peso relativo é 0.9. Isso mostra que na carga absoluta o segundo é mais forte, mas na carga relativa é o primeiro atleta.

Trazendo para o cliente que esta emagrecendo, imagine que no começo dos treinos ele pesava 100kg e fazia um exercício com 40kg, o peso relativo era de 0.4, dois meses depois ele passou a pesar 80kg e a carga subiu para 50kg o peso relativo foi para 0.625,  levando em conta que ele perdeu peso e com isso um pouco de massa magra será que as estruturas se adaptaram para um aumento de mais de 50% na carga relativa?  Pode até ser que sim, mas como vamos garantir isso? Não é melhor prescrevermos o exercício de uma forma que é mais segura?

Eu tenho feito isso com meus clientes e o numero de queixas de desconforto em articulações praticamente desapareceu.  Porém dá muito mais trabalho, pois é necessário calcular a carga relativa de cada exercício que você prescreve.

O que costumo a fazer é controlar uma série por tempo e não por repetições e mantenho o mesmo peso, por exemplo 20 segundos de agachamento com 20 kg. Ao fazer o controle por tempo percebemos a melhora através do numero de repetições ,  com o passar do tempo o cliente provavelmente vai aumentar o numero de repetições e por conseqüência a intensidade do exercício.

OBS. a imagem do inicio não tem nada haver com o assunto do post, é só um preview do próximo =D

Até a próxima
Treine FUNcionalmente!

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